segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Reforma Curricular 2 - Psicologia UFS

Todos nós, do curso de Psicologia da Universidade Federal de Sergipe, sabemos que fazem mais de dois anos que estamos tentando fazer uma reforma curricular do curso. Como a UFS não disponibiliza espaço para divulgação das nossas idéias e como o próprio curso não dar força para divulgar nossas propostas, dúvidas e impasses, revolvi colocar algumas desssas propostas/idéias neste blog para dar visibilidade ao que penso, pois o silêncio muitas vezes uniformiza o que é diferente ou, pior, divulga-se inverdades. Tudo cai na vale do indiferenciado ou das míseras intrigas. No dia 3.11.2006 enviei este documento aos colegas, obtendo apenas uma resposta de uma das colegas do DPS.

Caros colegas. Enquanto passageiro do “mesmo barco” denominado curso-de-psicologia-ufs dei-me a liberdade de construir estas questões para serem respondidas por nós, do DPS. O objetivo é tentar encontrar um mínimo de “con-senso” e objetividade em torno de alguns temas que acredito serem fundamentais para a reforma curricular. A idéia é que sirva de solo para os nossos próximos encontros-reforma. Caso outro colega tenha outra idéia estarei disposto a colaborar. A resposta deve ser SIM OU NÃO. Após responderem favor enviar para dps@ufs.br. Solicitarei a Andréa que imprima os questionários respondidos e abra uma pasta para os mesmos. Apuraremos juntos na quarta, às 08 da manhã. Não levará muito tempo. Grato pela compreensão e colaboração.
Sei que na nossa última reunião ficou estabelecido que na próxima quarta feira haverá uma reunião com 2 representantes de cada ênfase. Do meu ponto de vista alguns pontos deveriam ser melhor esclarecidos. Daí estou propondo que nessa reunião analisemos antes o resultado deste questionário e que as discussões subseqüentes levem estes resultados em consideração. Neste caso sugiro que esta reunião, das 8 às 10 seja aberta a todos os professores.
QUESTÕES

O DPS é constituído por 20 professores efetivos, sendo 13 doutores, 3 doutorandos, 3 especialistas, 1 graduado. Devemos almejar que sejam estes os professores a ministrarem as aulas para o curso de psicologia?
O professor que supervisionará estágio profissional deve ministrar alguma disciplina antecedendo o período do estágio, que possibilite formar o aluno para a sua perspectiva teórico-prática?
O professor que supervisionará estágio deve ter garantido alguma disciplina obrigatória no ciclo básico que possibilite formar teoricamente o aluno para o estágio?
O professor deve ministrar toda e qualquer disciplina sem ter chance de escolher?
Atualmente é possível afirmar que há uniformidade teórica no campo da psicologia?
No nosso Departamento há diversidade teórica?
O professor deve permanecer para sempre em uma ênfase
O professor pode, ao longo da sua trajetória intelectual, mudar seu modo de pensar e atuar?
O professor deve ser fixado a uma disciplina?
A Psicologia já chegou ao fim da/na produção de conhecimentos ou perspectivas?
Os professores mais antigos devem definir o que os mais novos devem ministrar?
Os professores mais novos devem definir o que os mais antigos devem ministrar?
Um professor pode definir o que outro deve ministrar?
Devemos inviabilizar o trabalho de algum professor?
Deve haver respeito pela perspectiva teórico-prática de cada professor?
Devemos possibilitar o desenvolvimento intelectual do professor?
Devemos limitar que o professor efetivo só ministre aula para o próprio curso?
No campo da psicologia há consenso no que diz respeito ao que é científico ou não?
Dessas perguntas e das suas respostas é possível concluir alguma coisa para a nossa reforma curricular?


QUESTÃO ABERTA
Qual seria a formação básica de um profissional de psicologia hoje, 3/11/ 2006?

domingo, 9 de novembro de 2008

Reforma Curricular 1 - Curso de Psicologia UFS

Um curso é feito por docentes, discentes e servidores técnicos. Como nas outras atividades humanas, quatro princípios são importantes para o relacionamento e a convivência social na vida universitária.
O primeiro deles é a dignidade da pessoa humana, do qual
derivam os Direitos Humanos e os valores e atitudes fundamentais
para o convívio social democrático, como o respeito mútuo e o
repúdio às discriminações de qualquer espécie, atitude necessária
à promoção da justiça.
O segundo princípio é a igualdade de direitos. Todos têm a
possibilidade de exercer a cidadania plenamente e, para isso, é
necessário ter eqüidade, isto é, a necessidade de considerar as
diferenças das pessoas para garantir a igualdade o que, por sua
vez, fundamenta a solidariedade.
Um outro é o da participação, que fundamenta a mobilização
da comunidade para organizar-se em torno dos problemas da educação e de suas conseqüências.Finalmente, o princípio da co-responsabilidade pela vida sócio-acadêmica que diz respeito à formação de atitudes e ao aprender a valorizar comportamentos necessários à efetivação do ensino, da pesquisa e extensão, à efetivação do direito de mobilidade a todos os cidadãos e a exigir dos governantes ações de melhoria das instituições públicas voltadas para a produção de conhecimento.