sábado, 4 de outubro de 2008

Outras palavras, outras vidas? Outras vidas, outras palavras?

Palavras, conceitos, modos de viver e estar. Redes palavras viver. Novas, podem nos fazer, nos levar? Não se trata mais de psico-logia, nem de comportamental-ismo ou cognitiv-ismo ou human-ismo, sociolog-ismo. Precisamos de novas palavras sem referência ao sujeito ou à sociedade. Ciência do atual. Ciência dos encontros, da imanência. Ciência do porvir. Encontro é inocência. Será isso possível, recuperar a força de cada corpo-molécula sem a memória-resentimento, sem o desejo-poder dominação? Já não sabemos que os problemas nascem quando se cria transcendentes ou transcendências, ou seja, quando se pretende estabelecer leis para todos ou para os outros, mesmo incluindo-se? Nossos problemas não são os outros quando não se adequam às nossas explorações/subjugações?

Um comentário:

Kleber disse...

Muitas interrogações nas frases, entretanto a que me chama não tem. No caso é uma afirmação: "Encontro é inocência". Frase que se faz na experiência, para que tenha força. Frase anti-rancor. Frase corajosa, pois se está porvir – nos encontros – a inocência não pode ser ingenuidade. Um dia ou noite, o filósofo Paulo Leminski disse com tinta a uma folha de papel já rabiscada: “O barro toma a forma que você quiser / Você nem saber estar fazendo apenas / o que o barro quer”. Por essas e outras acho bonito dizer e querer o encontro como inocência. Abraço!